"Max Payne 3” traz de volta o ex-policial Max Payne, um cara que teve uma
vida difícil e acabou se entregando às bebidas e aos antidepressivos.
Ele acaba sendo contratado como segurança particular de uma família de
ricaços da capital paulistana e se envolve com corrupção, tráfico e
outros crimes comuns do país do futebol.
Ao lado do amigo e companheiro Raul Passos, Max descobre que no Brasil
existem discrepâncias que nós, moradores e cidadãos, estamos acostumados
a ver em nosso dia-a-dia. Exemplos não faltam, como ricos morando ao
lado de uma favela, o futebol que é adorado como uma religião e
policiais corruptos que sempre arrumam uma forma de “ganhar um por
fora”.
A Rockstar conseguiu capturar e transportar o clima de filme noir
para um jogo. As cenas de corte são fortes e incisivas, sempre narradas
por Max e seu jeito debochado de quem que não liga pra nada do que
acontece ao seu redor.
Os diálogos, brilhantemente legendados em português do Brasil, são
adultos e carregados de palavrões e impropérios absurdos. Max ouve os
nativos e não entende o que eles dizem. Ele retruca e o bandido não
entende.
São 14 capítulos que, entre idas e vindas, mostram como Max chegou a
São Paulo e os motivos pelos os quais ele acabou saindo dos EUA, se
envolvendo com a rica família Branco e o submundo do centro financeiro
do Brasil. Isso tudo sem largar seu estilo de vida destrutivo,
depressivo e melancólico.
Mas a cidade de São Paulo não foi fielmente retratada. É mais uma visão
poética da Rockstar para contar a história do jogo. Mesmo não sendo
verossímil, é possível ver locais que remetem aos da capital, como o
Terminal Parque Dom Pedro II, no centro; os prédios de alta classe do
bairro do Morumbi, logo ao lado da favela do Paraisópolis e o estádio do
time fictício “Galatians” (uma referência ao Corinthians).

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