quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Max Payne 3” traz de volta o ex-policial Max Payne, um cara que teve uma vida difícil e acabou se entregando às bebidas e aos antidepressivos. Ele acaba sendo contratado como segurança particular de uma família de ricaços da capital paulistana e se envolve com corrupção, tráfico e outros crimes comuns do país do futebol.

Ao lado do amigo e companheiro Raul Passos, Max descobre que no Brasil existem discrepâncias que nós, moradores e cidadãos, estamos acostumados a ver em nosso dia-a-dia. Exemplos não faltam, como ricos morando ao lado de uma favela, o futebol que é adorado como uma religião e policiais corruptos que sempre arrumam uma forma de “ganhar um por fora”.

A Rockstar conseguiu capturar e transportar o clima de filme noir para um jogo. As cenas de corte são fortes e incisivas, sempre narradas por Max e seu jeito debochado de quem que não liga pra nada do que acontece ao seu redor.

Os diálogos, brilhantemente legendados em português do Brasil, são adultos e carregados de palavrões e impropérios absurdos. Max ouve os nativos e não entende o que eles dizem. Ele retruca e o bandido não entende.
São 14 capítulos que, entre idas e vindas, mostram como Max chegou a São Paulo e os motivos pelos os quais ele acabou saindo dos EUA, se envolvendo com a rica família Branco e o submundo do centro financeiro do Brasil. Isso tudo sem largar seu estilo de vida destrutivo, depressivo e melancólico.

Mas a cidade de São Paulo não foi fielmente retratada. É mais uma visão poética da Rockstar para contar a história do jogo. Mesmo não sendo verossímil, é possível ver locais que remetem aos da capital, como o Terminal Parque Dom Pedro II, no centro; os prédios de alta classe do bairro do Morumbi, logo ao lado da favela do Paraisópolis e o estádio do time fictício “Galatians” (uma referência ao Corinthians).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não ofenda nenhuma outra pessoa em MEU BLOG!!